Pois bem, aqui estou eu com 125 kg nos meus 1,61m! - Cenas fortes.
Tirei essas fotos logo agora antes de iniciar as sessões estéticas e socar a bota nos exercícios e reeducação alimentar.
Estou fazendo esse post especialmente para avisar que ali no menu Fotos vou postar minha evolução durante todo esse longo processo, então fica aí essa amostra.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
sábado, 16 de outubro de 2010
Experiências anteriores
Já emagreci 20 kg quando era mais nova, tinha acompanhamento de uma endocrinologista, tomava remédio pra controlar a apetite, (mas nenhum remédio nunca fez efeito algum, já tomei remédio pra compulsão com indicação do psiquiatra, mas só sentia os efeitos colaterais.) fazia natação 3x por semana, caminhada e exercícios localizados todos os dias. Controlava bem a alimentação por simples motivação, estava com uma pessoa que me dava razões nessa época, mas quando eu estava quase chegando perto do esperado, acabou. E lá fui eu engordar o dobro.
Mais recentemente emagreci 8kg em 2 meses participando de um grupo de prevenção a obesidade. Fiz consultas com uma nutróloga (pra mim melhor que endocrino, recomendo!) e uma nutricionista. Dai o grupo acabou e passei por um período frenético nos estudos e acabei engordando 4kg.
Mais recentemente emagreci 8kg em 2 meses participando de um grupo de prevenção a obesidade. Fiz consultas com uma nutróloga (pra mim melhor que endocrino, recomendo!) e uma nutricionista. Dai o grupo acabou e passei por um período frenético nos estudos e acabei engordando 4kg.
Lily Desconstruída
Eu poderia ser quem eu sou sem essa máscara de gordura que me reprime...
Quero fazer TANTAS COISAS que não me sinto bem fazendo...
-Em geral, me sentiria socialmente melhor, fico o tempo todo imaginando que as pessoas me vêem e pensam "Gorda! Que nojo.", tenho mania de achar que todo mundo que não me conhece já me odeia. Quero deixar de chamar atenção pelo corpo e poder mostrar minhas idéias, meu conteúdo, sem medo.
-Me sentiria livre pra amar o homem que também me ama, não teria vergonha de fazer sexo, não me sentiria mais inferior a ele. Isso já me bastava na vida.
-AMO shows. Mas quase não vou. Já perdi shows históricos porque sabia que ia me sentir mal, que ia ter dores, não ia me aguentar em pé, e o que sempre acaba acontecendo: não consigo curtir o show como uma pessoa normal!
-Quero usar salto sem me cansar depois de 1h. Poderia por em prática decentemente as minhas referências na moda, que pra mim também é uma arte em que se pode expressar minha personalidade. Sou apaixonada por Pin Ups, mas Pin Up obesa da licença, né?
-AMO TATTOOS! Já tenho planos pra 7. Mas de que adianta eu me tatuar gorda, emagrecer e ficar parecendo um quadro derretido ambulante?!
-Por fim, teria mais coragem de me expor ao público, o que pode ser necessário em qualquer profissão que eu escolher. Quem sabe teria coragem de fazer aulas de canto, com que sonho a anos, mas não tenho coragem.
Deixaria de me privar tanto, com certeza seria muito mais feliz.
Quero fazer TANTAS COISAS que não me sinto bem fazendo...
-Em geral, me sentiria socialmente melhor, fico o tempo todo imaginando que as pessoas me vêem e pensam "Gorda! Que nojo.", tenho mania de achar que todo mundo que não me conhece já me odeia. Quero deixar de chamar atenção pelo corpo e poder mostrar minhas idéias, meu conteúdo, sem medo.
-Me sentiria livre pra amar o homem que também me ama, não teria vergonha de fazer sexo, não me sentiria mais inferior a ele. Isso já me bastava na vida.
-AMO shows. Mas quase não vou. Já perdi shows históricos porque sabia que ia me sentir mal, que ia ter dores, não ia me aguentar em pé, e o que sempre acaba acontecendo: não consigo curtir o show como uma pessoa normal!
-Quero usar salto sem me cansar depois de 1h. Poderia por em prática decentemente as minhas referências na moda, que pra mim também é uma arte em que se pode expressar minha personalidade. Sou apaixonada por Pin Ups, mas Pin Up obesa da licença, né?
-AMO TATTOOS! Já tenho planos pra 7. Mas de que adianta eu me tatuar gorda, emagrecer e ficar parecendo um quadro derretido ambulante?!
-Por fim, teria mais coragem de me expor ao público, o que pode ser necessário em qualquer profissão que eu escolher. Quem sabe teria coragem de fazer aulas de canto, com que sonho a anos, mas não tenho coragem.
Deixaria de me privar tanto, com certeza seria muito mais feliz.
Apresentação: Quem, Como e Porquê.
Olá! Aqui vou me chamar de Lily, mas esse não é o meu nome real. Explico:
Tenho uma necessidade de apagar a imagem que eu tenho agora e poder me mostrar como eu realmente sou. Não se trata apenas de estética ou saúde. A obesidade me causou transtorno de ansiedade e depressão, eu já deixei de fazer milhares, milhares e milhares de coisas por não me sentir bem. Quero que as pessoas me olhem e vejam que aqui também tem uma mulher inteligente, uma ótima pessoa, e não apenas "aquela gorda". Por isso não quero expor minha identidade.
Eu aprendi com a obesidade que não somos apenas nossos corpos, me apeguei a cultura desde cedo, aprendi a ver o mundo com os meus próprios olhos e quis ser uma completa exceção. Isso foi fundamental na formação da pessoa que eu sou. Mas já aprendi. Já aprendi por demais. Apesar de tudo, a imagem do meu corpo importa muito pra mim, fui muito oprimida pelos "outros", ficou marcado no meu inconsciente que eu não posso fazer o que quiser, nem fazer o que é "normal" pra todo mundo, apesar de saber que não é verdade.
Atualmente peso 119 kg, tenho 1,61m de altura e IMC = 45,9.
Tenho 19 anos, desde pequenininha eu era uma menina gordinha, mas nada muito exagerado. Mas como é de costume, sofri por 14 anos com o maldito bullying. Tenho nojo profundo de lembrar da discriminação pela qual passei por todos esses anos. Sofri em silêncio com a ausência de meus pais. Até um tempo atrás nem me lembrava se contava o que acontecia pra minha mãe, então perguntei a ela. A resposta: Eu nunca disse nada sobre isso.
Minha mãe desde sempre trabalhou MUITO (e continua até hoje, a propósito), quando estava em casa, estava sempre ocupada, se não estava, estava muito cansada. Meu pai é uma pessoa complicada que não teve referência alguma de pai e mãe, e as vezes acho que ele não sabe bem o que fazer. Não os culpo.
Sou filha única, sempre fui muito sozinha, nunca consegui manter muitas amizades...
Até hoje sou muito afetivamente carente, e isso começou principalmente sentindo a ausência da minha mãe, passava a semana na casa da minha avó, pra facilitar as coisas pra minha mãe e estudar numa escola "melhor", mesmo sendo pública, pelo menos ninguém vendia drogas lá. Mas enfim...
Acabei tentando tapar os buracos com comida desde criança. Aí veio a compulsão.
Quando eu tinha 7 ou 8 anos meu avô foi diagnosticado com câncer terminal. Ai sim minha mãe não tinha mais tempo pra mim. Da pra imaginar o que é ter um pai em estado terminal em casa? É um absurdo... Meu avô era uma homem muito digno ao meu ver, era como um pai pra mim. Eu rezava pra ele "ir pro céu" e parar de sofrer, porque era terrível vê-lo gemendo de dor, mesmo usando morfina. Esse mês faz 11 anos que ele se foi.
Olhando fotos da infância percebi que a partir daí foi o BOOM!
Comecei a engordar loucamente, nem sabia que ela existia, mas a compulsão me consumia. A comida passou a ser minha melhor amiga e única companheira.
Tive amigos, fiz coisas malucas nessa vida, mas nada nunca me deixou muito satisfeita como comer.
Aos 13 anos eu costumava cortar os pulsos e pensava em me matar. Hoje em dia acho que aquilo foi uma mistura de rebeldia adolescente com a situação em que vivo. Aos 14 emagreci 20 kg... mas engordei tudo de novo e aos poucos acabei engordando o dobro.
Recentemente emagreci 8 kg, mas engordei 4kg... Já tomei remédios pra compulsão, mas só sentia os efeitos colaterais e parei. Hoje em dia tomo um antidepressivo e um tranquilizante.
Já passei por um trauma muito grande por ser obesa, o estudo frequente começou a me trazer dores absurdas, de ficar muito tempo sentada, me senti culpada e prejudicada intelectualmente. O "auge": cheguei a ter taquicardia (emocional) e passei duas semanas com uma espécie de "anorexia temporária".
Errei e ainda não aprendi.
Estou num período de estudos, decidindo o que fazer da minha vida, e a compulsão fica a mil, não tenho tido simplesmente animo algum em pensar no assunto. Me sinto sem motivos pra me esforçar e perder esses tantos quilos que preciso.
Como dizia Renato Russo em Teatro dos Vampiros: "Sempre precisei de um pouco de atenção". Quando eu perdi os 20 kg tinha um motivo, tinha um alguém que me dava esperanças de ser melhor, mas esse alguém se foi...
Mas mesmo assim preciso tentar. Não tenho motivo agora, mas quero muito enlouquecidamente viver intensamente! Por que eu nunca fiz isso direito, e eu sei que eu posso morrer amanhã.
Tenho uma necessidade de apagar a imagem que eu tenho agora e poder me mostrar como eu realmente sou. Não se trata apenas de estética ou saúde. A obesidade me causou transtorno de ansiedade e depressão, eu já deixei de fazer milhares, milhares e milhares de coisas por não me sentir bem. Quero que as pessoas me olhem e vejam que aqui também tem uma mulher inteligente, uma ótima pessoa, e não apenas "aquela gorda". Por isso não quero expor minha identidade.
Eu aprendi com a obesidade que não somos apenas nossos corpos, me apeguei a cultura desde cedo, aprendi a ver o mundo com os meus próprios olhos e quis ser uma completa exceção. Isso foi fundamental na formação da pessoa que eu sou. Mas já aprendi. Já aprendi por demais. Apesar de tudo, a imagem do meu corpo importa muito pra mim, fui muito oprimida pelos "outros", ficou marcado no meu inconsciente que eu não posso fazer o que quiser, nem fazer o que é "normal" pra todo mundo, apesar de saber que não é verdade.
Atualmente peso 119 kg, tenho 1,61m de altura e IMC = 45,9.
Tenho 19 anos, desde pequenininha eu era uma menina gordinha, mas nada muito exagerado. Mas como é de costume, sofri por 14 anos com o maldito bullying. Tenho nojo profundo de lembrar da discriminação pela qual passei por todos esses anos. Sofri em silêncio com a ausência de meus pais. Até um tempo atrás nem me lembrava se contava o que acontecia pra minha mãe, então perguntei a ela. A resposta: Eu nunca disse nada sobre isso.
Minha mãe desde sempre trabalhou MUITO (e continua até hoje, a propósito), quando estava em casa, estava sempre ocupada, se não estava, estava muito cansada. Meu pai é uma pessoa complicada que não teve referência alguma de pai e mãe, e as vezes acho que ele não sabe bem o que fazer. Não os culpo.
Sou filha única, sempre fui muito sozinha, nunca consegui manter muitas amizades...
Até hoje sou muito afetivamente carente, e isso começou principalmente sentindo a ausência da minha mãe, passava a semana na casa da minha avó, pra facilitar as coisas pra minha mãe e estudar numa escola "melhor", mesmo sendo pública, pelo menos ninguém vendia drogas lá. Mas enfim...
Acabei tentando tapar os buracos com comida desde criança. Aí veio a compulsão.
Quando eu tinha 7 ou 8 anos meu avô foi diagnosticado com câncer terminal. Ai sim minha mãe não tinha mais tempo pra mim. Da pra imaginar o que é ter um pai em estado terminal em casa? É um absurdo... Meu avô era uma homem muito digno ao meu ver, era como um pai pra mim. Eu rezava pra ele "ir pro céu" e parar de sofrer, porque era terrível vê-lo gemendo de dor, mesmo usando morfina. Esse mês faz 11 anos que ele se foi.
Olhando fotos da infância percebi que a partir daí foi o BOOM!
Comecei a engordar loucamente, nem sabia que ela existia, mas a compulsão me consumia. A comida passou a ser minha melhor amiga e única companheira.
Tive amigos, fiz coisas malucas nessa vida, mas nada nunca me deixou muito satisfeita como comer.
Aos 13 anos eu costumava cortar os pulsos e pensava em me matar. Hoje em dia acho que aquilo foi uma mistura de rebeldia adolescente com a situação em que vivo. Aos 14 emagreci 20 kg... mas engordei tudo de novo e aos poucos acabei engordando o dobro.
Recentemente emagreci 8 kg, mas engordei 4kg... Já tomei remédios pra compulsão, mas só sentia os efeitos colaterais e parei. Hoje em dia tomo um antidepressivo e um tranquilizante.
Já passei por um trauma muito grande por ser obesa, o estudo frequente começou a me trazer dores absurdas, de ficar muito tempo sentada, me senti culpada e prejudicada intelectualmente. O "auge": cheguei a ter taquicardia (emocional) e passei duas semanas com uma espécie de "anorexia temporária".
Errei e ainda não aprendi.
Estou num período de estudos, decidindo o que fazer da minha vida, e a compulsão fica a mil, não tenho tido simplesmente animo algum em pensar no assunto. Me sinto sem motivos pra me esforçar e perder esses tantos quilos que preciso.
Como dizia Renato Russo em Teatro dos Vampiros: "Sempre precisei de um pouco de atenção". Quando eu perdi os 20 kg tinha um motivo, tinha um alguém que me dava esperanças de ser melhor, mas esse alguém se foi...
Mas mesmo assim preciso tentar. Não tenho motivo agora, mas quero muito enlouquecidamente viver intensamente! Por que eu nunca fiz isso direito, e eu sei que eu posso morrer amanhã.
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